Pensamento de apoio 0008

Generalização em vez de observação

Generalização em vez de observação

A generalização torna-se perigosa quando substitui a observação.

Sentido

A generalização poupa esforço ao pensamento, mas facilmente se transforma numa recusa de ver a realidade viva. Quando uma pessoa tira uma etiqueta pronta em vez de oferecer atenção, já não encontra aquilo que acontece. Apenas serve um velho modelo.

Texto completo

A generalização é uma coisa conveniente.

Ela ajuda a mente a não ter de compreender tudo de novo a cada vez.

A não olhar com atenção.

A não esclarecer os detalhes.

A não encontrar o caso vivo como vivo.

É mais fácil tirar um modelo pronto e dizer:

"Eu já vi isto".

Embora muitas vezes não tenhamos visto isto.

Vimos algo parecido.

E depois decidimos preguiçosamente que parecido significa igual.

Assim nasce o erro.

A pessoa deixa de perceber a realidade,

e começa a aplicar-lhe velhas etiquetas.

"São todos assim".

"Isto é sempre assim".

"Com eles está tudo claro".

"Eu sei como isto vai acabar".

E a mente acena satisfeita: trabalho feito.

Embora, na verdade, ela simplesmente tenha abandonado o posto de trabalho mais cedo.

A generalização torna-se perigosa quando substitui a observação.

Porque cada novo caso exige atenção.

E não um velho modelo retirado do armário poeirento da chancelaria interior.

Às vezes pensar significa não tirar uma conclusão depressa demais.

E não confundir experiência com rigidez da mente...

Por que foi escolhido

Este pensamento de apoio foi escolhido como proteção do próprio método de observação. Ele lembra que a experiência só é valiosa enquanto não se transforma numa certeza preguiçosa que já não vê o caso novo.

Nota de pesquisa

No texto trabalha a imagem da chancelaria interior: a mente não investiga, apenas retira um formulário pronto. É uma fórmula precisa da economia cognitiva que primeiro ajuda a orientar-se, e depois começa a substituir a percepção viva por um carimbo administrativo.

Ashraellen symbol— marca de presença