Pensamento de apoio 0017

A testemunha não interfere

A testemunha não interfere

A testemunha não é quem nada faz. É quem não impede a verdade de se tornar visível antes do tempo.

Sentido

A calma aqui não é passividade nem indiferença. É a capacidade de não empurrar a realidade com o ombro enquanto o sentido do acontecimento ainda está se abrindo.

Texto completo

A calma é um estado místico surpreendente.

Nela, a pessoa é capaz de fazer coisas quase impensáveis.

Por exemplo: não se agitar.

Não correr para salvar o que ainda não está se afogando. Não explicar aquilo que ninguém perguntou. Não provar sua razão a quem veio não para ouvir, mas para vencer. Não agarrar a realidade pelo colarinho gritando: “Agora explique rapidamente o que está acontecendo!”

A pessoa calma sabe esperar.

Não por fraqueza. Não por indiferença. Não porque tanto faz.

Mas porque vê: nem todo acontecimento precisa ser empurrado imediatamente em direção ao resultado desejado.

Às vezes a vida ainda está desenrolando o tecido do que acontece. Às vezes o sentido ainda não apareceu. Às vezes a ação prematura é apenas pânico bem disfarçado.

Então começa o quase impossível.

A pessoa cala. Olha. Respira. Espera que os acontecimentos se desenvolvam.

Isto é: testemunha.

E a testemunha não é quem nada faz.

A testemunha é quem não impede a verdade de se tornar visível antes do tempo...

Por que foi escolhido

Este pensamento mostra a calma como uma forma de presença precisa, e não como fraqueza.

Nota de pesquisa

O texto examina o testemunho como disciplina interior: não interferir no amadurecimento do sentido.

Ashraellen symbol— marca de presença