Os jogos de acasalamento assumem formas diferentes.
Para alguns, são sobre agressão.
Para outros, sobre cuidado.
Para outros, sobre amor.
Para outros, sobre dinheiro.
Para outros, sobre fidelidade.
Para outros, sobre traição.
Para outros, sobre o eterno “eu vou te salvar”, embora os dois já devessem ter sido salvos há muito tempo, de preferência separadamente.
No fundo, tudo é como na natureza.
Alguns pássaros trazem presentes.
Outros dançam.
Outros gritam pela floresta inteira para que todos entendam que tipo de noivo invejável está ali.
Alguns animais se aconchegam.
Outros rosnam.
Outros mordem primeiro e depois se perguntam por que ninguém quer um ninho familiar.
A cada um, o seu.
O principal é notar uma coisa simples.
O roteiro do jogo de acasalamento quase sempre corresponde ao pedido interior da pessoa.
A quem ela quer ser numa relação.
A quem sabe ser.
A quem se acostumou a ser.
E por qual método se acostumou a receber amor, atenção, poder, piedade, confirmação do próprio valor ou o direito de dizer novamente: “eu sabia”.
Quando isso se torna visível, muitas coisas se colocam no lugar.
Porque as relações raramente começam com outra pessoa.
Mais frequentemente, começam com o papel que já trouxemos conosco.
Essas coisas, meus amigos...

